
Estava assistindo as Olimpíadas de Inverno na tv ontem a noite e eles estavam apresentando 8 casais patinando no gelo. Um casalzinho da Bulgária apresentou a parte deles e como música de fundo eles tinham trechos do Fantasma da Ópera. Não assisti ao filme mas já assisti ao musical por duas vezes e sempre me vejo com dó do fantasma no final do musical. Acho que por gostar tanto da música e da trama do Fantasma da Ópera, torci pelo casal da Bulgária, mas infelizmente eles não ganharam nenhuma medalha.
Mas mesmo assim a apresentação deles me fez sentir a mesma sensação que senti quando assisti ao musical pela primeira vez. Para mim não há dúvida: o fantasma era louco e morreu de amor. Durante boa parte do musical você torce pelo amor do mocinho e da mocinha, mas para mim, chega um momento que passo a torcer pelo estranho amor do fantasma.
E existe alguma coisa mais estranha do que o amor? Quando somos arrebatados pelo amor não vemos mais nada, não sentimos mais nada, não falamos mais nada, não fazemos mais nada a não ser nos embriagar desse sentimento que nos toma por completo e nos faz transpirar por todos os poros o próprio amor. Quando em amor, perdemos os sentidos, perdemos o sono, perdemos o controle, perdemos a noção da realidade, perdemos a noção do coerente. Nos tornamos ridículos, nos tornamos infantis, nos tornamos sensíveis, nos tornamos cegos.
Mas e daí? Que venha o amor e que nos faça delirar; e que nos faça sonhar; e que nos faça perder o folego; e que nos faça dilatar a pulila, afinal de contas amar não faz sentido, é coisa para loucos, loucos de amor...